OCDE: Reforma aos 65 insuficiente para cobrir custos

A idade média de reforma vai subir para os 65 anos em 2050, mas esta subida é "insuficiente" para cobrir o aumento de custos com os reformados, avisa a OCDE no relatório "Pensions at a Glance", hoje divulgado.

"As recentes reformas vão ser insuficientes para cobrir o aumento de custos com as pensões no futuro, apesar dos aumentos da idade de reforma em metade dos países da OCDE", lê-se no relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Nos países da OCDE, no qual se inclui Portugal, a idade da reforma vai subir em média para os 65 anos em 2050, traduzindo um aumento de 1,5 anos para os homens e de 2,5 anos para mulheres.

No entanto, alerta a organização, o aumento da esperança de vida está a acontecer a um ritmo superior, ultrapassando a idade da reforma em dois anos para os homens e 1,5 anos para as mulheres.

"Isto significa que a idade da reforma vai continuar a aumentar", refere a organização naquele relatório, lembrando que as recentes reformas constituem um passo na direcção certa para controlar a despesa pública com pensões em consequência do envelhecimento da população.

O número de pessoas em situação activa na OCDE vai atingir um pico perto de 2015 e vai cair cerca de 10 por cento em 2015, avisa a organização, alertando os governos para o impacto do corte de benefícios nos que são mais vulneráveis.

As reformas nas pensões dos países da OCDE desde o início dos anos 90 reduziram em média cerca de 20 por cento os benefícios futuros.

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