Obama pede à General Motors que prepare pedido de falência

Plano em estudo prevê eventual criação de nova empresa, que receberá os activos bons e cinco a sete mil milhões de apoio.

O Tesouro dos EUA solicitou à General Motors que prepare a documentação para o pedido de falência até 1 de Junho. O objectivo é que o processo seja "rápido e cirúrgico", noticiou ontem o The New York Times. As instruções partiram directamente do grupo de crise para o sector automóvel criado pelo Presidente Obama, cujos membros terão mantido diversas reuniões com os administradores da GM e seus consultores em Detroit e Washington durante a semana passada.

Embora o construtor automóvel insista na capacidade de se reestruturar, o objectivo das negociações é preparar a empresa para uma falência "rápida e cirúrgica", caso não chegue a acordo com os obrigacionistas para a transformação de 28 mil milhões de dólares de dívida em capital e com o sindicato do sector, que tem recusado que os trabalhadores tenham de fazer concessões se os credores não as fazem.

Um dos planos em análise seria a criação de uma nova empresa encarregue de adquirir os activos "bons'" da GM assim que o construtor entregue o pedido de falência. Os activos "menos desejáveis", incluindo marcas, fábricas e as obrigações com seguros de saúde ficariam na "velha GM", que seria liquidada em vários anos, com um custo estimado de 70 mil milhões para o Estado.

O Tesouro está a estudar o impacto de a nova empresa ficar apenas duas semanas sob a protecção da Lei das Falências, graças a uma injecção de cinco a sete mil milhões de dólares. Isto depois da GM ter já recebido 13,4 mil milhões de ajudas estatais.

Rick Wagoner, antigo patrão da GM, e cuja demissão foi exigida por Obama em Março, tinha recusado sempre considerar a declaração de falência. O seu sucessor, Fritz Henderson, já disse estar preparado para essa eventualidade.

A resposta do mercado não se fez esperar: as acções da GM caíram ontem cerca de 16%.

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