Novas portagens 'paradas' até mudanças nas ex-SCUT

Os deputados do PSD eleitos pelo Alto Minho anunciaram hoje, após reunião com o secretário de Estado dos Transportes, que o Governo não pretende avançar com novas portagens enquanto não houver um "novo modelo" para as antigas SCUT.

"O Governo não defende a aplicação de novos pórticos enquanto não houver um novo modelo para as antigas SCUT [Sem Custos para o Utilizador], nomeadamente ao nível dos pórticos. É uma conclusão que nos satisfaz", disse hoje à agência Lusa o deputado do PSD Eduardo Teixeira, um dos três eleitos por Viana do Castelo, pelo partido, que reuniram com Sérgio Monteiro.

A isto, o social-democrata acrescentou ter sido informado de que o estudo conhecido recentemente, prevendo 15 novos pórticos de cobrança de portagens, cinco dos quais no distrito de Viana do Castelo, "não teve origem no atual Governo".

"O que nos foi dito é que esse estudo foi realizado pelas Estradas de Portugal entre 2008 e 2010, vem do anterior Governo. E sem um novo modelo [para as antigas SCUT] não haverá novos pórticos, essa foi a garantia que recebemos", sublinhou.

Não foi adiantado, contudo, qualquer calendário ou pormenor sobre o novo modelo por parte dos deputados.

A reunião com o secretário de Estado dos Transportes foi pedida pelos três deputados do PSD eleitos por Viana do Castelo com caráter de urgência, há precisamente uma semana, e realizou-se em Lisboa ao final da tarde desta sexta-feira.

Em cima da mesa estava a possibilidade de instalação de 15 novos pórticos de cobrança de portagens, cinco dos quais no distrito de Viana do Castelo, conforme documento enviado pelo Governo à 'troika' no final de 2012.

No Alto Minho são os casos da A28, entre Viana e Caminha (com dois pórticos) e da A27, entre Viana e Ponte de Lima (com três pórticos). Somam-se mais dois pórticos previstos para a A28 - já portajada desde 2010 -, que liga Viana do Castelo ao Porto, mas fora do distrito.

Há uma semana, em comunicado, os deputados do PSD afirmaram que, a avançar, a medida "afetaria muito as pequenas e médias empresas do distrito", a circulação de mercadorias e a mobilidade da população, pelo que, "merece ser repensada".

"Trata-se de uma medida discriminatória e injusta uma vez que as possíveis novas portagens se centram na região norte, ao mesmo tempo que a área metropolitana de Lisboa continua a usufruir de vários troços por portajar", sublinharam ainda.

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