Nem a 'troika' sabia da suspensão das reformas antecipadas

A 'troika' também não foi informada antecipadamente pelo Governo da decisão de suspender a possibilidade dos trabalhadores acederem à reforma antecipada, de acordo com fontes ligadas ao processo.

A decisão do Governo de suspender a possibilidade de aceder à reforma antes dos 65 anos (com exceção feita aos reformados de longa duração) foi aprovada em Conselho de Ministros a 29 de março e foi publicada no dia 5 de abril, sem qualquer comunicação ao público.

O secretismo à volta da questão - que foi mesmo abordada esta manhã no debate quinzenal no parlamento (ver notícias relacionadas) - levou mesmo a que a 'troika' não tivesse sido informada antecipadamente pelo Governo da decisão ou da possibilidade antes desta ser publicada, na quinta-feira da passada semana, explicaram as mesmas fontes.

A surpresa das equipas do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu junta-se assim à dos partidos políticos da oposição que muito têm questionado a forma como este processo tem sido conduzido.

A forma como foi tomada a decisão foi justificada pelo Governo com a necessidade de evitar uma corrida às reformas antecipadas. O próprio primeiro-ministro justificou ainda hoje a necessidade da decisão ser tomada desta forma e notou que a grande questão tem sido a forma como foi adotada e não a medida em si.

"Há medidas que ou se tomam desta maneira ou não se tomam", frisou Passos Coelho, repetindo a justificação que ele próprio já tinha dado.

O primeiro-ministro insistiu que devido à sustentabilidade da própria Segurança Social foi necessário "evitar o impacto excessivo que o recurso a esta medida estava a ter".

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