"Não TAP os olhos", pede manifesto contra a privatização da companhia aérea nacional

Cineasta António-Pedro Vasconcelos é mentor do manifesto contra a privatização da TAP que já conta com o apoio de Manuel Alegre, Mário Soares e Tony Carreira, entre outras personalidades.

Passaram menos de 48 horas desde que o cineasta António-Pedro Vasconcelos pôs a circular, entre amigos, o texto que está na base do movimento 'Não TAP os Olhos', que reivindica que a companhia aérea nacional permaneça nas mãos do Estado.

O manifesto, que até agora conta com 60 assinaturas de personalidades portuguesas das mais diversas áreas, é da autoria de António-Pedro Vasconcelos mas conta com "os inputs de Miguel Sousa Tavares, Daniel Deusdado e Ricardo Monteiro", que têm publicamente demonstrado oposição à privatização da TAP, e ainda com testemunhos recolhidos pelo cineasta de pessoas próximas da companhia, explicou o próprio ao DN.

António Sampaio da Nóvoa, o general Loureiro dos Santos, Manuel Alegre, Mário Soares, Sérgio Godinho ou Tony Carreira são alguns dos subscritores do manifesto que surgiu da necessidade de "organizar" a oposição generalizada à venda da TAP num protesto que, no limite, poderá servir de base para que os cidadãos portugueses "exijam um referendo", sublinha António-Pedro Vasconcelos. "Até que o Governo e o Presidente da República percebam que a privatização da TAP é um crime de lesa-pátria e tem de ser travada, estamos dispostos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance dentro dos limites da legalidade", garante o cineasta.

"Temos uma única arma que nos distingue, que nos permite ter um papel no mundo: a nossa língua, que é falada nos cinco continentes. E há dois instrumentos que Portugal tem, sem os quais não há política possível para a divulgação da língua, que são a RTP e a TAP. Envolvi-me na defesa de ambos. A RTP está a ser destruída por dentro mas, enquanto for pública, podemos esperar que recupere. Se for privatizada, acabou. O mesmo para a TAP. Se for privatizada, por mais cadernos de encargos que se assinem, as empresas têm sempre a sua lógica comercial", resume António-Pedro Vasconcelos. "Não me passa pela cabeça que a TAP seja privatizada".

A adesão ao movimento, sublinha o cineasta, foi espontânea a partir do momento em que colocou o manifesto a circular. Até porque, refere, "só quem não quer perceber é que não vê a importância estratégica da TAP". O texto estará disponível até ao final do dia no site do movimento 'Não TAP os olhos' e poderá ser depois subscrito por todos os cidadãos que o desejem.

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