Não se prevê saída de funcionários públicos este ano

O ministro das Finanças garantiu hoje que não está prevista a saída de nenhum trabalhador da função pública em 2013 e que o Governo tem "necessariamente" planos para reestruturar a administração pública, escusando-se a detalhá-los.

"Neste momento, não está prevista a saída de nenhum funcionário público dos quadros da função pública até ao final do ano (...) O Governo tem necessariamente os seus planos, mas neste momento não quero fazer qualquer comentário sobre eles", afirmou Vítor Gaspar aos jornalistas à margem de uma conferência-debate promovida pela Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa.

O governante disse ainda que "a forma como serão usadas essas possibilidades [de reestruturação da função pública] a nível setorial terá de ser discutida em sede própria, em primeiro lugar no momento da discussão desses mesmos diplomas na Assembleia da República e, seguidamente, quando os gestores dos vários programas orçamentais puderem articular como vão usar esses instrumentos".

O Governo aprovou na quinta-feira à noite diplomas relativos à função pública, nomeadamente a aplicação da mobilidade especial e o alargamento de horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais, segundo fonte da Presidência do Conselho de Ministros.

Na mesma noite, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local reagiu à aprovação dos dois diplomas, considerando que, em termos políticos, o atual executivo "já não é um Governo, é um bando de bandidos".

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) espera por seu lado que a resposta à aprovação da mobilidade e alargamento do horário de trabalho seja dada na greve geral de dia 27, querendo uma "forte adesão" que "cale o Governo".

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