Ministro das Finanças destaca rapidez da correção do desequilíbrio externo

O ministro das Finanças enfatizou hoje a rapidez com que ocorreu a correção do desequilíbrio externo, notando que o défice da balança corrente chegou em 2011 ao nível que o programa de ajustamento previa para 2012.

Numa declaração após um encontro de menos de uma hora com o vice-presidente da comissão europeia Ollie Renh em São Bento, onde também esteve presente o primeiro-ministro, o ministro das Finanças destacou o cumprimento dos limites quantitativos e as metas estruturais do programa de ajustamento, considerando que um dos "sinais mais encorajadores" é o facto da correção do desequilíbrio externo ter ocorrido mais depressa do que estava previsto no programa.

"Especificamente o défice da balança corrente portuguesa chegou em 2011 ao nível que o programa previa para o ano seguinte, que é o ano que vivemos, 2012", sublinhou.

Apresentando o vice-presidente da comissão europeia como um "amigo de longa data e um dos mais importantes decisores de política económica na Europa" com quem já trabalhou desde que está no Governo, o ministro das Finanças voltou a enfatizar o facto do programa de ajustamento estar no "bom caminho", no entender do Governo e na opinião das várias organizações que fazem parte da 'troika' e insistiu na necessidade de cumprir as metas e os limites estabelecidas.

"O cumprimento das metas e dos limites do programa é crucial para garantir a acumulação gradual de confiança e credibilidade e também garantir as condições que permitem o exercício da solidariedade europeia no caso de ser necessário facilitar o acesso aos mercados das obrigações", defendeu.

Recordando os três eixos fundamentais do programa - consolidação orçamental, estabilidade financeira e agenda de transformação estrutural - Vítor Gaspar considerou que ele responde aos "desequilíbrios macroeconómicos e fraquezas acumulados durante mais de uma década".

Por isso, acrescentou, é "o programa que Portugal precisa para superar a atual emergência nacional" e para seguir com um "novo padrão de prosperidade".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG