Ministro confirma que ajuda à banca dispara défice

O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, confirmou hoje que as ajudas públicas ao setor bancário do país, fizeram disparar o défice público em 2011, de 8,96 para 9,44 por cento, e o deste ano, do objetivo de 6,3 para 7,4 por cento.

Os dados do aumento foram divulgados no sábado, depois da entrega do Orçamento de Estado para 2013 no Congresso de Deputados pelo ministro da Fazenda espanhol, Cristóbal Montoro.

O aumento do défice representa, em termos globais, mais 16.600 milhões de euros de défice.

"Oxalá não tivéssemos que ter feito essas operações, mas tínhamos que sanear a banca para recuperar o crédito", disse Montoro, referindo-se às injeções realizadas nas quatro caixas nacionalizadas: Bankia, Catalunya Caixa, Novagalicia e o Banco de Valência.

São também essas quatro entidades as que receberão a maior quantidade de fundos europeus, canalizados através do Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB), no âmbito do resgate de 100 mil milhões de euros para a banca espanhola.

Apesar do impacto nas contas públicas, Montoro reiterou que se trata de "recursos públicos que as entidades se comprometeram a devolver".

Luis de Guindos Rajoy falava aos jornalistas numa conferência de imprensa conjunta com o comissário europeu Olli Rehn, com quem analisou na sede do Ministério da Economia em Madrid a situação económica e o programa do executivo para cumprir os objetivos do défice.

"Analisamos a situação económica na Europa, os avanços no processo de integração fiscal e bancário na Europa, projetos que Espanha considera vitais para consolidar o futuro da União Europeia e da zona euro", disse De Guindos.

De Guindos explicou que Espanha considera "fundamental continuar no caminho da consolidação fiscal, da redução do gasto público, cumprindo os objetivos" a que nos o país se comprometeu, avançando nas reformas estruturais e a "favorecer e apoiar o saneamento do sistema financeiro espanhol".

"Este processo é imprescindível para demonstrar que temos um sistema solvente e para dissolver qualquer dúvida que permaneça em torno ao sistema financeiro espanhol", explicou De Guindos, referindo-se aos testes de solvência ao setor cujos resultados foram anunciados na passada sexta-feira.

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