Ministério abre inquérito ao uso de gasóleo verde pela Takargo

O ministério da Agricultura vai abrir um inquérito sobre a alegada utilização de gasóleo verde por uma empresa privada no transporte ferroviário, disse hoje à agência Lusa fonte do gabinete do ministro.

O ministério vai investigar este caso "para perceber o que se está a passar", e vai "abrir um inquérito sobre este assunto", para confirmar se a portaria 117/2008 está a ser cumprida, reforçou a mesma fonte.    

A Associação Nacional dos Transportadores Portugueses (ANTP) considerou hoje que a utilização de gasóleo verde por uma empresa privada no transporte ferroviário é um "escândalo", afirmou hoje à Lusa o presidente daquela organização, António Lóios.

António Lóios reagiu desta forma à denúncia da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em que acusa a empresa Takargo do grupo Mota Engil, de utilizar gasóleo verde, mais barato 20 cêntimos, nas locomotivas de transporte ferroviário lesando o Estado em 200 mil euros mensais em impostos.  

O dirigente associativo mostrou indignação com o facto de uma empresa privada "obter lucros através de um buraco na lei", utilizando infra-estruturas públicas só pode classificar de "escândalo".

O representante dos transportadores rodoviários disse que uma "empresa privada que vai buscar dinheiro aos bolsos dos portugueses, é um atentado ao pudor dos portugueses e a Portugal", numa altura de crise.

Se esta situação fosse "mais favorável com preços de transporte ferroviário mais baixos", o dirigente associativo "ainda poderia admitir" que fosse utilizado o gasóleo verde neste tipo de transporte, mas "não é verdade que assim seja".

A título de exemplo, António Lóios, explicou que o custo de um contentor, por via ferroviária, de Portugal para Barcelona custa aproximadamente 760 euros e por via rodoviária é substancialmente mais baixo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG