Mario Draghi fecha a torneira que financia os bancos gregos

Decisão antecipada de impedir que bancos usem dívida grega como colateral para se financiar pode acelerar corrida aos depósitos

O ministro das Finanças grego considerou a conversa com o presidente do Banco Central Europeu "encorajadora", mas a "comunicação excelente" entre Yanis Varoufakis e Mario Draghi não impediu o presidente do BCE de tomar uma decisão que vai dificultar a vida a Atenas. Os bancos gregos deixam de poder usar dívida soberana como colateral para se financiar. Resta-lhes recorrer ao banco central grego.

Mario Draghi justificou-se com "a impossibilidade de prever a conclusão da revisão ao programa de assistência". Mas trata-se de um duro golpe para as instituições financeiras, que verão piorar os problemas de liquidez.

Desde as eleições, os bancos perderam 40% do valor em bolsa e 10% do dinheiro que tinham em depósitos. A antecipação desta limitação - já prevista caso o Syriza vencesse as eleições, mas adiantada quase um mês - poderá agora provocar nova corrida aos bancos.

Ainda assim, o primeiro-ministro Alexis Tsipras - que ontem teve encontros com os presidentes da Comissão Europeia, Juncker, do Parlamento Europeu, Schultz, e de França, Hollande -, está "otimista" quanto a um acordo "viável" e que "respeite as regras" de Bruxelas. Varoufakis reúne-se hoje com o ministro alemão, Wolfgang Schäuble.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG