Maria Luís Albuquerque espera "acordo tão cedo quanto possível"

Ministra das Finanças considera que a alternativa é "pior para todos", pelo que deverá haver motivação para resolver a questão grega.

A ministra das Finanças disse hoje, em Bruxelas, esperar "um acordo tão cedo quanto possível" sobre a Grécia, comentando que a alternativa é "pior para todos" e deve constituir motivação suficiente para acelerar os trabalhos.

Numa conferência de imprensa no final de mais uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas, Maria Luís Albuquerque indicou que, como já se esperava, apenas foi feito um "ponto da situação" sobre a Grécia, em que, "basicamente, se reconheceu que as conversações continuam, que há progressos, mas que são insuficientes para conseguir um acordo".

Indicando que as autoridades gregas comprometeram-se "a acelerar os trabalhos", a ministra, questionada sobre a possibilidade de um acordo antes da próxima reunião do Eurogrupo, que terá lugar apenas em meados de junho, afirmou que todos os parceiros europeus estão "naturalmente" disponíveis para uma reunião extraordinária antes, se entretanto houver avanços que permitam fechar um compromisso.

"Esperemos que haja um acordo tão cedo quanto possível, e uma convocatória de um Eurogrupo extraordinário para poder fechar um acordo relativamente à situação da Grécia seria uma boa notícia", disse.

Questionada sobre como poderá ser encontrado um acordo nas próximas semanas depois de três meses com poucos progressos, a ministra observou que "a alternativa a não se encontrar uma solução é seguramente pior para todos, e essa é uma motivação importante" para se tentar alcançar um acordo.

No comunicado do Eurogrupo sobre a Grécia, hoje divulgado no final da reunião, os ministros das Finanças da zona euro saudaram os "progressos alcançados até agora", referindo sobretudo as melhorias existentes nos procedimentos de trabalho ao nível técnico, o que consideram que "tem contribuído para uma discussão mais substancial".

No entanto, refere a nota, ainda é preciso "mais tempo e esforço para colmatar as divergências que permanecem".

Segundo as informações conhecidas, as divergências dizem respeito sobretudo a medidas relacionadas com as pensões, o mercado laboral e as privatizações.

Desde fevereiro que o chamado Grupo de Bruxelas - que junta a Grécia e as instituições que formavam a 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) - está em discussões sobre reformas a serem adotadas pelo país que permitam ultrapassar o impasse e transferir para os cofres gregos a última tranche do atual programa de resgate, cuja parcela ascende a 7,2 mil milhões de euros.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG