'Manifs' têm sido "Carnaval mais ou menos permanente"

O presidente do conselho de administração da Sonae, Belmiro de Azevedo, considerou que os protestos sociais têm sido um "Carnaval mais ou menos permanente", mas que a situação seria mais grave caso não houvesse essa possibilidade.

Numa sessão esta segunda-feira à noite no Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia, que começou com a retirada da sala de um dos espetadores, Belmiro de Azevedo disse que "a época de hoje está muito longe de ser uma época de grande desastre do ponto de vista de vivência atual", pelo menos para as pessoas da sua idade, lembrando casos como as guerras ocorridas no século passado.

"Temos sido engenhosos para fazer essas manifestações, que é quase um Carnaval, mais ou menos, permanente e não tem havido grandes desastres", declarou o empresário, sobre os protestos ocorridos nos últimos tempos em Portugal, acrescentando: "Enquanto o povo se manifesta, a gente pode dormir mais descansada. O pior é quando não se manifesta".

No fim da sessão, questionado sobre as manifestações, Belmiro de Azevedo disse que preferia se o Governo "não jogasse o jogo dos protestantes", uma vez que estes "têm palco permanentemente", um "espetáculo" prolongado por cada aparição de um ministro.

Belmiro de Azevedo, que fez 75 anos recentemente, reconheceu estar "cada vez mais inconformado", mas ressalvou: "Estar conformado é capaz de ser pior".

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