Luís Amado: É preciso estabilizar bacia do Mediterrâneo e Médio Oriente para garantir recuperação económica

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse hoje que a instabilidade na bacia do Mediterrâneo e Médio Oriente ameaça a recuperação da economia mundial, considerando a estabilização desta região o principal desafio da próxima década.

"Se não formos capazes de garantir uma agenda muito ambiciosa para a estabilização de toda a bacia do Mediterrâneo e do Médio Oriente durante esta década não seremos capazes de garantir as condições de estabilidade, de confiança e de segurança que são absolutamente indispensáveis para que a atividade económica retome com a pujança e a sustentabilidade necessárias para um melhor bem estar e uma maior expectativa" para as populações, disse Luís Amado.

Luís Amado, que falava na sessão de abertura da assembleia anual do Banco Africano de Desenvolvimento, defendeu que a comunidade internacional tem que fazer um esforço "absolutamente inadiável para estabilizar rapidamente aquela que é uma linha de fratura geopolítica em grande tensão[...] e com grande potencial rutura na vida política internacional e que terá consequências gravíssimas para a recuperação da economia mundial".

Na sua intervenção, Luís Amado defendeu também a necessidade de pensar numa nova agenda para o desenvolvimento adaptada " nova realidade económica.

"O desenvolvimento, independentemente da agenda do milénio, tem que ser repensado à luz da nova realidade que emerge desta crise e que está a definir os seus contornos ano após ano. É preciso por isso que agora que estamos perto da meta dos objetivos do Milénio em 2015 se comece a pensar numa nova agenda de desenvolvimento em que as instituições regionais financeiras têm um papel indispensável", disse.

De acordo com Luís Amado, vivemos "no rescaldo de uma crise financeira sem precedente [...] e num momento de retoma muito frágil, muito hesitante", o que torna este momento muito exigente em termos de capacidade de cooperação internacional e de coordenação das políticas e das crises e conflitos, que segundo o ministro, há que regular "se quisermos impedir que o mundo entre numa deriva que só pode levar a uma tragédia global".

"É fundamental que a comunidade internacional atue coordenada e cooperativamente [...] garantido a estabilidade do sistema financeiro - que está longe ainda de estar garantida -, as condições de mais rápido crescimento da economia mundial e, para esse fim, o controle de algumas situações de tensão geopolítica muito preocupantes que se não forem controladas podem por em causa muito rapidamente todo o esforço de cooperação económica e financeira mundiais", disse.

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