Lucro esconde "ausência de respeito pelos trabalhadores"

Os pilotos da easyJet defenderam hoje que os lucros recorde escondem "a total ausência de respeito pelos trabalhadores", e profissionais afetos à base de Lisboa reclamam as mesmas condições remuneratórias dos seus colegas europeus.

Depois da companhia aérea britânica ter anunciado hoje um aumento do lucro em 27,9%, para quase 400 milhões de euros, no ano fiscal de 2012, os pilotos da easyJet criticaram a "total ausência de respeito pelos trabalhadores".

Apesar de considerarem os lucros como uma conquista notável, estes "são obtidos numa perspetiva de gestão a curto prazo e escondem a asuência de preocupações sociais e respeito" pelos colaboradores, declararam os pilotos da companhia em comunicado. Mostram-se também preocupados com a "gestão destrutiva de recursos humanos em vigor na empresa".

Uma fonte oficial do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) explicou à Lusa que os pilotos da base da easyJet em Lisboa exigem um acordo de empresa, que contemple regras de trabalho e condições remuneratórias semelhantes aos pilotos de outras bases da companhia.

Acrescentou ainda que o SPAC está disponível para "encontrar pontos de entendimento comuns para os assuntos que sejam do interesse dos trabalhaodres easyJet em Portugal".

O SPAC revelou também que a 'low-cost' recusou aceitar este sindicado como interlocutor, referindo que "a situação está já em análise pelo departamento jurídico do sindicato por se tratar de uma situação irregular à luz das leis laborais portuguesas".

Por seu lado, a easyJet explicou que "recruta localmente em todos os mercados em que opera cumprindo as leis laborais de cada mercado" e que "as remunerações que os colaboradores da easyJet auferem em Portugal estão em linha com o setor da aviação nacional".

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