Itália recusa atual proposta de orçamento da UE

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, considerou hoje "absolutamente essencial" que Itália tenha melhores condições que as da atual proposta de orçamento da União Europeia e assegurou que não a vai aceitar tal como está.

Em declarações à imprensa à chegada ao Conselho Europeu, Monti assegurou que vai bater-se por mais fundos de coesão e mais fundos agrícolas e por uma repartição mais benéfica das contribuições.

"Itália, até agora, tem estado proporcionalmente penalizada", disse Monti.

O primeiro-ministro italiano afirmou que, para Itália, "não é importante" baixar o teto da despesa total do orçamento -- uma prioridade para vários países, entre os quais a Alemanha e o Reino Unido -- porque "determinadas coisas fazem-se com muito mais eficácia a nível comunitário que nacional".

Monti repetiu que não vai aceitar "soluções que considere inaceitáveis", mas que está disposto a trabalhar de "forma construtiva".

"Esta é uma negociação muito séria e difícil. Estão em jogo os próximos sete anos da UE e temos três objetivos fundamentais: a equidade, a solidariedade e o uso eficiente dos recursos", disse.

Os chefes de Estado e de Governo da UE iniciam hoje uma cimeira extraordinária sobre o Quadro Financeiro Plurianual para 2014-2020, marcada por profundos desacordos entre os países que mais contribuem para o orçamento comunitário, como o Reino Unido, e os que dele mais beneficiam, como Portugal e os restantes países "Amigos da Coesão".

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