Irlanda quer extensão de prazos em 15 anos

O ministro irlandês das Finanças afirmou hoje, em Bruxelas, que a Irlanda gostaria de conseguir prolongar 15 anos, em média, o prazo dos empréstimos concedidos sob o programa de ajustamento, para poder regressar aos mercados.

"As nossas maturidades mais baixas são de cinco anos e vão até ao final da década de 2020, o que pedimos é uma extensão de 15 anos, em média, mas vamos ver como vai ser", disse Michael Noonan, à entrada da reunião dos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo), em que serão discutidos os pedidos irlandês e português de mais tempo para pagar os empréstimos concedidos sob os programas de ajustamento.

Sobre esta discussão, o ministro irlandês afirmou não esperar a sua conclusão hoje: "Não penso que as discussões sejam concluídas", disse Noonan.

A 21 de janeiro, Portugal e a Irlanda pediram ao Eurogrupo a extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos, de modo a facilitar o regresso aos mercados.

Na semana passada, um alto responsável do Eurogrupo disse que há uma "predisposição positiva" para atender os pedidos de Portugal e Irlanda, mas indicou que ainda não será na reunião de hoje do fórum dos ministros das Finanças da zona euro que será tomada uma decisão, até porque a questão não é urgente, uma vez que a saída dos programas está ainda distante (no caso de Portugal, ainda falta mais de um ano).

De acordo com a mesma fonte, há uma série de aspetos técnicos a analisar, tendo sido pedido às instituições da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) que procedam a essas análises durante as suas missões de revisão.

Assim, reforçou o alto responsável do Eurogrupo, a discussão de hoje será apenas "preliminar", tendo lugar um "debate de orientação", para se ter uma ideia melhor de que género de extensão se poderá tratar, que nunca poderá ser "exorbitante", pois tal seria um mau sinal para os mercados.

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