Investimento de 1,9 mil milhões em estradas

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, afirmou hoje que o investimento na rede rodoviária em parcerias público privadas (PPP) previsto para este ano deverá totalizar 1,9 mil milhões de euros.

"Está previsto para 2010 um investimento na casa de 1,9 mil milhões de euros", afirmou o ministro durante uma audição no Parlamento sobre o Orçamento do Estado para este ano.

António Mendonça explicou que dos 1,9 mil milhões de euros previstos, 1,6 mil milhões de euros "estão relacionados com concessões rodoviárias e 320 milhões estão relacionados com outros esforços", nomeadamente na melhoria de algumas vias.

Sobre as concessões rodoviárias, o ministro reafirmou ainda que "o que está em curso é para continuar e que aquilo que não foi lançado é para repensar em termos de prioridades".

António Mendonça disse que "o Governo fala a uma só voz" e negou a existência de contradições entre o seu discurso e o discurso do ministro das Finanças, em resposta ao deputado do PSD Jorge Costa.

O deputado do PSD disse que a proposta de Orçamento do Estado inclui "um conjunto de truques", afirmando que apresenta uma "revisão em baixa dos encargos com as concessões rodoviárias".

"Não há truques absolutamente nenhuns" afirmou, na resposta, o ministro das Obras Públicas, garantindo que o Governo quer transmitir às gerações futuras "ativos" e não "dívida".

O secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, também presente na audição parlamentar, garantiu que "a partir de 2038 todas as concessões estarão integralmente pagas e gerarão receitas líquidas".

Questionado sobre a privatização da CP - Comboios de Portugal, o ministro António Mendonça afirmou: "Não está nada previsto em matéria de privatização ou não privatização. Não está nada definido, o que está em aberto são diferentes modelos empresariais".

António Mendonça disse ainda que "brevemente" será apresentado o Plano Estratégico dos Transportes, que "vai dar referências para os ajustamentos que importa introduzir e vai permitir olhar para todo o sector numa perspetiva de maior integração".
 

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