Investigação sobre causas e efeitos na macroeconomia dá prémio a economistas americanos

Os norte-americanos Thomas J. Sargent e Christopher A. Sims ganharam hoje o prémio Nobel da Economia de 2011 pela sua "investigação empírica sobre as causas e efeitos na macroeconomia", afirmou o porta-voz da Academia Sueca das Ciências.

Segundo a Academia, os dois economistas desenvolveram métodos para estudar a relação entre a política económica e variáveis macroeconómicas, como o produto interno bruto, inflação, emprego e investimento.

A sua investigação explica que a "política afecta a economia, mas a economia também afeta política," disse o porta-voz da Academia Sueca.

Thomas J. Sargent, professor de economia e negócios na Universidade de Nova Iorque, centrou a sua investigação em mudanças permanentes na política económica, tais como metas de inflação, enquanto que Christopher Sims, professor de economia da Universidade de Princeton, em Nova Jersey, estudou os efeitos das taxas de juro definidas pelos bancos centrais.

A investigação de Sargent centra-se em torno da hipótese de expetativas racionais, assumindo as informações disponíveis das pessoas e as suas expetativas perante informações constantemente atualizadas e reinterpretadas de base.

O porta-voz da Academia afirmou que "embora Sargent e Sims tenham realizado pesquisas independentes, as suas contribuições são complementares de várias maneiras," até porque, "hoje, os métodos desenvolvidos por Sargent e Sims são ferramentas essenciais na análise macroeconómica".

Thomas Sargent, de 68 anos, recebeu seu diploma de bacharel da Universidade da Califórnia em Berkley em 1964, ganhando a medalha como académico mais ilustre da Universidade no mesmo ano. Sargent obteve o seu doutoramento na Universidade de Harvard em Março de 1968 e é atualmente professor em Berkley na Universidade de Nova Iorque.

Christopher Sims, nascido em 1942, é professor na Universidade de Princeton desde 1999, obteve o grau de bacharel em matemática na Universidade de Harvard em 1963 e o doutoramento em economia pela mesma instituição em 1968. Ocupou cargos na Universidade de Yale, a Universidade de Minnesota e Harvard e tem sido membro da Academia Nacional de Ciências desde 1989.

Os dois economistas vão repartir um prémio de 10 milhões de coroas suecas (um milhão de euros), uma medalha de ouro e um diploma que será entregue na cerimónia dos laureados a 10 de dezembro, que marca também o aniversário da morte de Alfred Nobel.

No ano passado os galardoados com o prémio Nobel da Economia foram Peter Diamond, Dale Mortensen e Christopher Pissarides pelo seu trabalho sobre a eficiência no recrutamento, a formação de salários e legislação laboral.

Estes prémios anuais são atribuídos a personalidades que se destacam em áreas como a Física, Química, Medicina, Paz e Literatura em homenagem a Alfred Nobel, o sueco que inventou o dinamite e que morreu em 1896. O Nobel da Economia só começou a ser atribuído em 1968, uma iniciativa do banco central sueco.

De 1969 até agora já foram galardoados Milton Friedman, Amartya Sen, James Tobin, Paul Krugman, Robert Solow, Gunnar Myrdale Joseph Stiglitz.

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