ZON nega que novos cartões tenham custos para clientes

A ZON garante que as acusações da DECO "não têm qualquer fundamento ou validade" porque a substituição dos cartões que os clientes têm que fazer, na sequência da fusão com a Optimus, "não tem quaisquer custos ou condicionantes para os clientes".

A DECO afirmou hoje que a ZON está a enviar aos clientes novos cartões para os telemóveis e as 'pens' de acesso à internet, na sequência da fusão com a Optimus, mas sem assumir a totalidade dos custos associados.

Contudo, a ZON esclarece que "as acusações recentes de que está a ser alvo não têm qualquer fundamento ou validade, não se percebendo por que razão lhe são imputados factos que não correspondem à verdade e que colocam em causa a sua boa imagem e credibilidade".

"A ZON está a informar, por carta, todos os clientes que hoje usufruem dos seus serviços de comunicações móveis, da necessidade de procederem à alteração do seu cartão, disponibilizando vários canais para o esclarecimento de todas as dúvidas, designadamente uma linha de atendimento especializado gratuita, atendimento específico em todas as suas lojas e manuais de apoio e vídeos no seu site", refere a operadora em comunicado.

A ZON explica que a operação "implica apenas a substituição dos cartões" e "não tem quaisquer custos ou condicionantes para os clientes, garantindo a ZON o desbloqueio de todos os equipamentos que lhe tenham sido adquiridos".

"Sucede, porém, que alguns clientes da ZON adquiriram os seus equipamentos diretamente à Vodafone. Ora foi para esses clientes, e com o objetivo de evitar que tivessem de solicitar e pagar os códigos de desbloqueio à Vodafone, que a ZON criou condições especiais de aquisição de equipamentos", esclareceu.

A ZON especificou estar a transferir os seus clientes de comunicações móveis (voz e internet) para a sua rede móvel, "com o objetivo de oferecer melhores serviços", nomeadamente o acesso à quarta geração.

"Este processo está a ser conduzido por uma equipa totalmente dedicada e orientada à criação de condições que assegurem a melhor experiência para os clientes, garantindo que a migração decorre de forma célere e eficiente", frisa o documento, acrescentando que "todo este processo tem sido um caso de sucesso, reforçando a relação de transparência e de confiança que a ZON mantém com os seus clientes".

No entanto, a associação para a Defesa do Consumidor (DECO) referiu que os clientes que têm os equipamentos bloqueados terão de desbloqueá-los ou comprar novos aparelhos e argumenta que, "ao transferir para os clientes os custos da mudança forçada que resulta da fusão" entre as duas operadoras, a atuação da ZON "constitui uma prática comercial desleal por omissão enganosa".

Segundo a DECO, a ZON está a contactar os clientes usando o seguinte argumento: "Se não trocar de cartão, o seu telemóvel vai deixar de funcionar (já no próximo dia 23 de novembro), porque estamos a renovar a nossa rede para lhe oferecer a tecnologia 4G". Contudo, segundo a associação, "o motivo real é bem diferente: a ZON, que antes utilizava a rede de comunicações móveis da Vodafone, vai utilizar a rede da Optimus" e "os cartões ZON eram cartões suportados pela rede Vodafone e agora terão de ser suportados pela rede Optimus".

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