Yahoo! prepara-se para despedir milhares de trabalhadores

A tecnológica norte-americana Yahoo! prepara-se para anunciar despedimentos que poderão começar na próxima semana e afetar milhares de trabalhadores, noticiou o portal especilizado All ThingsD, do grupo News Corp, citando fontes próximas da empresa.

O novo diretor-geral da empresa, Scott Thompsom, teve uma série de reuniões com os altos dirigentes do grupo na terça e na quarta-feira para explicar o projeto estratégico.

De acordo com o AllThingsD, os despedimentos serão em grande número e vão afetar as unidades de produção, investigação e marketing do Yahoo!.

O objetivo é eliminar milhares de postos de trabalho numa empresa que, ainda que trabalhe muito com regimes de sub-contratação, conta com 14.000 efetivos.

A nova estrutura deverá incluir uma divisão internacional de média, uma outra que agrupe as atividades de comunicação e pesquisa na internet e uma outra de vendas internacionais e regionais. Segundo o AllThingsD, poderá ainda ser criada uma quarta unidade para a inovação de produto com cerca de 50 pessoas.

Contactada pela AFP, o Yahoo! recusou-se comentar estas informações.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?