UGT exige medidas de criação de emprego

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, instou hoje o Governo a analisar os documentos que estão em cima da mesa na Concertação Social por forma a promover, o quanto antes, medidas que criem emprego.

"É preciso dizer ao Governo que é fundamental que os documentos que neste momento estão para análise em Concertação Social têm, efetivamente, de ser compilados de forma a promover medidas para o crescimento e o emprego", afirmou Carlos Silva, numa reação aos números do desemprego hoje divulgados.

Em declarações aos jornalistas no final de um encontro com o secretário-geral da CGTP, o dirigente sindical relembrou que o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) apresentado na passada semana pelo Governo prevê uma taxa de desemprego de 17,6% em 2017.

"Ora, estamos praticamente iguais aos dados hoje conhecidos e não queremos que isso aconteça", acentuou Carlos Silva, que disse ainda esperar que a proposta do Executivo para reduzir o número de funcionários públicos através de um processo de rescisões amigáveis não seja "uma forma de despedimento encapotado".

A taxa de desemprego subiu em Portugal para os 17,7% no primeiro trimestre, face aos 16,9% observados no trimestre anterior, com o número de desempregados em Portugal a ultrapassar os 950 mil, divulgou hoje o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego aumentou, assim, em termos trimestrais 0,8 pontos percentuais e 2,8 pontos percentuais face ao período homólogo.

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