Turismo do Algarve prevê verão "mais ou menos agitado"

O presidente do Turismo do Algarve, António Pina, prevê que o verão algarvio será "mais ou menos agitado", graças ao "enorme esforço" das famílias portuguesas para fazer férias na região, apesar da crise económica.

"Apesar das dificuldades das famílias, os portugueses vão continuar a fazer um enorme esforço para vir ao Algarve, mesmo que estejam na região menos tempo de cada vez", disse à Lusa o presidente da entidade responsável pela promoção institucional da região.

Todavia, o representante da Entidade Regional de Turismo do Algarve mostra-se preocupado com o que sucederá em setembro, no início da época baixa.

Segundo o responsável, a crise poderá trazer duas formas opostas de lidar com as férias: "Ou, perante o agravamento da situação, acham que esta é a última oportunidade e vêm, ou então decidem poupar o mais que podem e não vêm".

Ainda assim, manifesta-se confiante de que os portugueses "acabarão sempre" por ir à região, embora por menos dias de cada vez e com menos gastos.

"Irão menos ao restaurante ou pedirão duas sopas e um prato para dois, levarão refeições ligeiras para o quarto de hotel, mas vêm, porque as pessoas precisam de descansar de um ano de trabalho e fazer turismo, afinal, é procurar saúde", diz.

As dificuldades das famílias levá-las-ão também, acrescenta, a procurar mais camas não classificadas, "o que representará um prejuízo para o erário público".

"Por isso é que, ao aumentar os impostos sobre o Turismo, estamos a deixar de semear para a colheita do Turismo, pois os turistas não caem do céu", alerta.

O responsável refere ainda que a introdução de portagens em dezembro de 2011 na A22 (autoestrada que percorre o Algarve) motivou "muito mais prejuízos do que proveitos para o Estado português", sobretudo no que respeita ao mercado espanhol.

Contudo, António Pina desvaloriza a possibilidade de os portugueses deixarem de fazer férias no Algarve em função das portagens na A22 (autoestrada que percorre a região), introduzidas em dezembro de 2011: "A não ser que tenhamos uma região completamente entupida nas restantes vias e aí o efeito psicológico de uma situação desse tipo pode ser muito grave".

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