Tarifas do gás e da luz inalteradas no último trimestre

O preço da eletricidade e do gás natural para as famílias e empresas que se encontram no mercado regulado vai manter-se inalterado no último trimestre do ano, anunciou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Em comunicado, o regulador do mercado adianta que as condições do mercado de energia elétrica justificam a não alteração das tarifas transitórias de venda a clientes finais em vigor para todos os fornecimentos de energia elétrica, o que acontece pelo terceiro trimestre consecutivo.

Também em relação ao gás natural, as condições de aprovisionamento nos mercados internacionais justificam a manutenção das tarifas transitórias em vigor para todos os clientes até ao final do ano, depois de um aumento de 3,9% no terceiro trimestre (de 1 de julho a 1 de outubro).

Segundo o último resumo informativo do mercado liberalizado de eletricidade, divulgado pela ERSE, o número de clientes no mercado livre cresceu em julho 4,6%, cerca de 1,3 pontos percentuais acima do crescimento registado em junho, tendo a mudança de comercializador ganho "novo fôlego com o leilão promovido pela Deco para os consumidores domésticos".

No balanço sobre a campanha 'Pague menos luz', a DECO revelou que 40 mil pessoas aderiram ao tarifário proposto pela Endesa no leilão de eletricidade, lançado em abril.

O crescimento líquido do número de clientes foi em julho de cerca de 82 mil clientes face a junho (mês em que ganhou 57 mil clientes), totalizando um número acumulado de cerca de 1,86 milhões clientes no mercado liberalizado de eletricidade.

Desde julho de 2012, o número de consumidores no mercado livre praticamente triplicou, tendo-se registado uma aceleração das migrações para o regime de mercado desde dezembro passado, adianta o regulador do mercado.

Em relação ao número de clientes, além da recuperação da Endesa, que vinha perdendo quota de mercado desde julho de 2012, a EDP Comercial, o principal operador no mercado livre, registou uma "ligeira redução" da sua posição face a junho, com um decréscimo de quota em cerca de 0,9% em número e de 0,5% em consumo, quando vinha a ganhar continuamente quota desde outubro de 2012.

No que toca ao consumo, a EDP Comercial tem uma quota de 44%, sendo seguida pela Endesa (22%), a Iberdrola (20%) e a Galp (6%).

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Nuno Artur Silva

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