PSI 20 acompanha Europa com BCP a puxar

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI 20, seguia hoje positivo, acompanhando a tendência europeia, com as ações do BCP a valorizarem mais de 1% no arranque de uma semana mais curta do que o habitual.

Pelas 08:30, o PSI 20 seguia a avançar 0,30%, para 5.839,54 pontos, com 11 empresas do índice a negociarem em terreno negativo, sete positivas e duas inalteradas.

As empresas que mais valorizavam eram o BCP e a EDP, com ganhos de 1,05% e 0,54%, para 0,1 euros e 2,42 euros, respetivamente.

Em terreno negativo seguia o Banif e a Novabase, com perdas acentuadas de 5,74% e 3,84%, para 0,12 e 2,73 euros.

Lisboa acompanhava a tendência da Europa, com as principais bolsas europeias a negociarem com ganhos ligeiros, à exceção de Milão, antes de Chipre se reunir com a 'troika' (União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) para pedir melhores condições para as medidas acordadas no resgate.

Depois das bolsas terem estado encerradas na sexta e segunda-feira devido às festividades da Páscoa, os investidores aguardam hoje pela divulgação de dados sobre o desemprego de fevereiro na União Europeia e Zona Euro.

Nos EUA, serão divulgados as encomendas à indústria de março.

Além da situação de Chipre, persiste na zona euro a incerteza relativamente ao futuro político de Itália.

Tanto o euro como o barril de petróleo Brent começaram a sessão em alta nos respetivos mercados, com a moeda única europeia a subir hoje até aos 1,2855 dólares, enquanto o crude de referência na Europa cortava no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres a 110,84 dólares, mais 0,82 dólares do que na última sessão.

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Henrique Burnay

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O euro, o Erasmus, a paz. De cada vez que alguém quer defender a importância da Europa, aparece esta trilogia. Poder atravessar a fronteira sem trocar de moeda, ter a oportunidade de passar seis meses a estudar no estrangeiro (há muito que já não é só na União Europeia) e - para os que ainda se lembram de que houve guerras - a memória de que vivemos o mais longo período sem conflitos no continente europeu. Normalmente dizem isto e esperam que seja suficiente para que a plateia reconheça a maravilha da construção europeia e, caso não esteja já convertida, se renda ao projeto europeu. Se estes argumentos não chegam, conforme o país, invocam os fundos europeus e as autoestradas, a expansão do mercado interno ou a democracia. E pronto, já está.