Professores licenciados "repudiam veementemente" cortes salariais

O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU) "repudia veementemente" os cortes nos ordenados previstos no Orçamento do Estado para 2014, considerando-os "um grave atentado às condições de vida dos docentes".

"O SPLIU contesta que sejam uma vez mais os trabalhadores do Estado a serem fortemente sacrificados com o pagamento da pesada fatura do desgoverno de um Governo sem rumo para o futuro do nosso País", refere a estrutura sindical, em comunicado.

O sindicato de professores deixou ainda um apelo à luta contra estas medidas.

"Mais do que nunca importa lutar contra estas austeras políticas financeiras, com inevitáveis repercussões no plano social e económico. O SPLIU estará disponível para o efeito, em articulação com outras forças sindicais, e exorta os seus associados a participarem com determinação, numa luta que é de todos, sem exceção", conclui o comunicado.

A proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014 entregue na terça-feira no parlamento prevê que seja "aplicada uma redução remuneratória progressiva entre 2,5% e 12%, com caráter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores das Administrações Públicas e do Setor Empresarial do Estado, sem qualquer exceção, bem como dos titulares de cargos políticos e outros altos cargos públicos".

De acordo com o relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2014, a estimativa de despesa efetiva para o Ministério da Educação e Ciência (MEC) para 2014 é de 7.916,3 milhões de euros, menos 608,6 milhões de euros do que as estimativas de despesa efetiva para 2013, que totalizavam 8.524,9 milhões de euros.

Estes números englobam as estimativas de despesa efetiva para o programa de Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar e para o programa da Ciência e Ensino Superior.