Nova proposta limita cortes na coesão e agricultura

A nova proposta apresentada hoje, em Bruxelas, pelo presidente do Conselho aos líderes europeus para o orçamento comunitário 2014-2020 reduz o impacto dos cortes nas áreas da coesão e agricultura, aquelas que Portugal considera prioritárias, indicaram fontes diplomáticas.

Segundo as mesmas fontes, a nova proposta colocada sobre a mesa por Herman van Rompuy, na primeira sessão de trabalhos da cimeira sobre o quadro financeiro plurianual que arrancou hoje à noite em Bruxelas, mantém uma redução do envelope global em cerca de 80 mil milhões de euros, comparativamente à proposta original da Comissão Europeia, mas com uma redistribuição dos cortes que permite aumentos de 11 mil milhões de euros para a política de coesão e de 7,7 mil milhões para a Política Agrícola Comum.

Em contrapartida, o novo documento aumenta os cortes noutros domínios, com destaque para 13 mil milhões de euros "retirados" à rubrica de competitividade, crescimento e emprego.

Portugal partiu para a cimeira de Bruxelas considerando "inaceitável" a anterior proposta de Van Rompuy devido aos cortes demasiado "agressivos" precisamente nas áreas da política de coesão e política agrícola comum, sobretudo desenvolvimento rural, tendo o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, explicado essa posição no seu encontro com Van Rompuy e com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, a meio da tarde, indicaram fontes diplomáticas.

Antes da cimeira, que teve início já depois das 23:00 locais (22:00 de Lisboa), Van Rompuy e Durão Barroso reuniram-se com cada um dos 27 líderes europeus, tendo o presidente do Conselho elaborado a nova proposta na sequência dessa ronda com as capitais.

Com a proposta nas mãos, os chefes de estado e de governo da UE interromperam os trabalhos para estudarem o documento, retomando os trabalhos na sexta-feira, a partir das 12:00 locais.

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