Nova descida nos preços dos combustíveis

Diferença para o preço praticado há um ano é de menos 20 cêntimos.

O preços dos combustíveis volta a descer na próxima semana, acompanhando a evolução das cotações dos produtos petrolíferos nos mercados internacionais, adiantou à Lusa fonte do setor.

Segundo a mesma fonte, o litro da gasolina deverá baixar quatro cêntimos e o do gasóleo três cêntimos a partir de segunda-feira, o que representa uma diferença de cerca de 20 cêntimos face ao preço médio praticado há um ano.

De acordo com os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), relativos a 2.656 postos de abastecimento, o preço médio do gasóleo na quinta-feira era de 1,176 euros por litro, enquanto o preço médio da gasolina estava fixado nos 1,368 euros por litro, que compara com 1,389 euros e 1,549 euros na mesma semana de dezembro de 2013.

A procura global de petróleo deverá crescer a um ritmo mais lento em 2015 do que anteriormente esperado, apesar da queda dos preços do petróleo, considerou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE).

No relatório mensal, hoje divulgado em Paris, a AIE diz que futuras quedas dos preços aumentarão o risco de instabilidade social nalguns dos países produtores.

A procura de petróleo em 2015 deverá aumentar 0,9 milhões de barris por dia para se situar em 93,3 milhões de barris, menos cerca de 230.000 barris do que as anteriores estimativas da organização, que representa os principais consumidores mundiais de petróleo.

Os preços do petróleo caíram mais de 40% desde junho, estando atualmente o barril a ser transacionado em torno dos 60 dólares, níveis mínimos desde 2009, enquanto a produção dos Estados Unidos ajuda ao excesso de oferta.

Mas o petróleo barato não está a provocar um aumento do consumo, refere a AIE, adiantando que a quota perdida para as fontes de energias renováveis não deverá ser substituída de novo por petróleo barato.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.