"Não é com 'Grândolas' que se resolve" a situação

O presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, afirmou hoje que a situação do país tem de ser resolvida com diálogo e não com iniciativas nas quais se canta o "Grândola, Vila Morena".

Alexandre Soares dos Santos falava na conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais da Jerónimo Martins.

Questionado sobre a sua posição em relação às manifestações, depois de ter afirmado que "não é na rua" que se resolve a situação portuguesa, Alexandre Soares dos Santos afirmou: "Não sou grande partidário deste tipo de demonstrações politicamente organizadas ou sindicalizadas".

No entanto, "sou a favor de manifestações que tenham conteúdo, que apresentem propostas. É forçoso que os políticos sintam que há uma pressão sobre eles, não é com Grândolas Vila Morena que a gente resolve, mas é seguramente através de um diálogo, através da pressão nas televisões, de um debate com jovens", porque é o futuro deles, disse.

Alexandre Soares dos Santos apelou aos políticos para que dialoguem.

"Esta mentalidade de atacarmos sempre os outros tem simplesmente que acabar e temos de nos sentar à mesa e definirmos um rumo para o nosso país e é esse o meu apelo para a Assembleia da República, aos partidos, aos governos: deixem de pensar nas eleições que se aproximam, deixem de pensar apenas nos vossos interesses pessoais. Pensem no povo, pensem no país, pensem no futuro", salientou.

E isto só se consegue "a partir do momento em que houver um consenso sobre o tipo de sociedade que queremos, ouvindo as pessoas", como empresários, elites universitárias, entre outros, "e não vindo cá para fora com mensagens difíceis de compreender, em que o ódio e o insulto é a característica principal".

Soares dos Santos, que defendeu a baixa de custos de contexto das empresas, em detrimento da baixa dos salários, apontou ainda que não se pode permitir que haja empresas a ter prejuízos enormes financiadas com o dinheiro dos impostos.

"Isto não pode ser, tem de acabar. Não produziram lucros, rua!".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Saúde

Empresa de anestesista recebeu meio milhão de euros num ano

Há empresas (muitas vezes unipessoais) onde os anestesistas recebem o dobro do oferecido no Serviço Nacional de Saúde para prestarem serviços em hospitais públicos carenciados. Aquilo que a lei prevê como exceção funciona como regra em muitas unidades hospitalares. Ministério diz que médicos tarefeiros são recursos de "última instância" para "garantir a prestação de cuidados de saúde com qualidade a todos os portugueses".