Juros da dívida descem a 2 e 5 anos para mínimos de 2010

Os juros da dívida soberana de Portugal estavam hoje a descer em todos os prazos em relação a quarta-feira e a dois e cinco anos para mínimos desde, respetivamente, abril e maio de 2010.

Às 08:50 de hoje, os juros a dois anos estavam a descer para 1,847%, um mínimo desde abril de 2010 e contra 1,914% no final da sessão de quarta-feira.

No prazo de cinco anos, os juros estavam a descer, a negociarem a 3,686%, um mínimo desde maio de 2010 depois de terem terminado a 3,726% na sessão de quarta-feira.

No prazo de dez anos, os juros também estavam a descer, ao serem negociados a 4,844%, depois de terem encerrado na quarta-feira a 4,846% e de terem descido até ao mínimo de 4,818% a 18 de fevereiro.

Portugal volta hoje aos mercados para tentar amortizar parte dos 15,3 mil milhões de euros que tem para pagar em outubro deste ano e em outubro de 2015.

De acordo com o IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, Portugal vai hoje ao mercado para tentar recomprar uma parte destas duas linhas de Obrigações do Tesouro, mas não indica um valor como objetivo, ficando este "sujeito às condições de mercado".

Na linha de Obrigações do Tesouro que vence em outubro deste ano, Portugal tem para amortizar 6.105 milhões de euros, enquanto na linha que vence em outubro de 2015 tem em dívida 9.242 milhões de euros.

A 19 de fevereiro passado, Portugal colocou um total de 1.250 milhões de euros em Bilhetes de Tesouro (BT) a três e doze meses às taxas de 0,462% e 0,75%, respetivamente, inferiores às observadas nos anteriores leilões comparáveis.

A 11 de fevereiro, o país colocou três mil milhões de euros em dívida a 10 anos a uma taxa de juro média de 5,112%.

No mesmo dia, o IGCP afirmou que Portugal já conseguiu financiamento para 2014 e está a pré-financiar o défice de 2015, confirmando ainda que a procura total na operação atingiu 9,8 mil milhões de euros.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a descer em todos os prazos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro passado, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália estavam a descer em todos os prazos, depois de o novo primeiro-ministro e líder do Partido Democrata (PD), Matteo Renzi, ter tomado posse.

Os juros de Espanha também estavam a descer em todos os prazos, bem como os da dívida da Grécia a dez anos, os únicos disponíveis.

Ler mais

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."