Juros da dívida de Portugal descem em todos os prazos

Os juros da dívida soberana de Portugal estavam hoje a descer em todos os prazos face a quinta-feira.

Às 08:45 de hoje, os juros a dez anos estavam a descer para 5,085%, depois de terem terminado na quinta-feira a 5,103% e descido a 22 de janeiro até ao mínimo de 5,054 por cento.

No prazo de cinco anos, os juros também estavam a descer, mas acima dos 4%, a negociarem a 4,082%, contra 4,108% no fim da sessão de quinta-feira.

Os juros a cinco anos desceram até ao mínimo de 3,806% a 15 de janeiro.

No prazo de dois anos, os juros estavam a descer, a ser negociados a 2,512%, depois de terem terminado na quinta-feira a 2,570%. A 15 de janeiro os juros desceram até ao mínimo de 1,917 por cento.

Os juros da dívida soberana da Irlanda também estavam hoje a descer em todos os prazos.

Dublin terminou oficialmente, a 15 de dezembro, o programa de ajustamento solicitado em 2010 à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália estavam a subir a dois anos e a descer a cinco e dez anos, enquanto os de Espanha estavam a subir a dois e cinco anos e a descer a dez anos.

Os juros da dívida da Grécia a dez anos, os únicos disponíveis, estavam hoje a subir em relação a quinta-feira.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...