Gás natural aumenta 3,9% em julho

O preço do gás natural para os consumidores domésticos e empresas que se encontram no mercado regulado vai aumentar 3,9% a partir de 1 de julho, podendo ser revisto no último trimestre do ano.

De acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), as tarifas transitórias propostas a partir de julho implicam, para os orçamentos familiares característicos, um aumento de cerca de 39 ou 80 cêntimos numa fatura média mensal de cerca de 13 ou 25 euros, respetivamente, correspondentes, a título de exemplo, a agregados familiares de duas ou quatro pessoas.

Já a tarifa social do gás natural, vai ter um aumento anual - entre julho de 2013 e junho de 2014, de 0,9%, o que representa um acréscimo de 12 cêntimos na fatura média mensal de 13 euros.

A variação proposta da tarifa do gás natural resulta dos custos de aprovisionamento de energia, dos custos de acesso às infraestruturas reguladas e da quebra não antecipada no consumo de gás natural, explica em comunicado o regulador do mercado.

Esta variação é aplicada aos consumidores que permanecem no comercializador de último recurso, isto é, que ainda não estão no mercado liberalizado, sendo que a proposta condiciona as ofertas de preço dos comercializadores de mercado e, portanto, todos os clientes finais mesmo que tenham contrato com um comercializador livre.

À semelhança do que acontece com a eletricidade, a tarifa transitória do gás natural (à exceção da tarifa social) é revista trimestralmente.

Segundo a ERSE, no final de 2012, cerca de 11% dos clientes domésticos e pequenas empresas já tinha mudado de comercializador, enquanto no segmento industrial com consumos acima de 10 000 metros cúbicos cerca de 65% dos clientes já tinham optado pelo mercado liberalizado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.