Felipe Oliveira Baptista anuncia pausa da marca própria

O 'designer' de moda português, responsável pela direção criativa da Lacoste, anunciou que vai interromper por tempo indeterminado a produção da sua marca de pronto-a-vestir

Considerado um dos mais importantes nomes da moda nacional e internacional, presença assídua no Portugal Fashion e na Semana de Moda Paris, Felipe Oliveira Baptista e a sua sócia e mulher Séverine decidiram "repensar o futuro do projeto criado em 2002, analisar novas formas de colaboração e reavaliar a estrutura da marca", segundo informação divulgada em comunicado. Em 2010 foi convidado para ser o diretor criativo da marca francesa Lacoste, lugar que mantém e que tem conseguido conciliar com a direção criativa da sua marca. O 'designer' fez este anúncio no final da semana passada, confirmando a sua ausência da próxima edição do Portugal Fashion, agendado para os dias 26 a 29 de março, e da Semana de Moda Paris que começa no final desta semana. Em 2013 inaugurou uma exposição retrospetiva dos dez anos da sua marca, ainda patente no museu de design e moda - MUDE - em Lisboa, uma das mostras mais visitadas de sempre do museu.

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Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.