Exportações de cortiça, pasta e papel deverão aumentar

O presidente da Associação Florestal de Portugal (Forestis), Francisco Carvalho Guerra, acredita que as exportações de cortiça, pasta de papel e papel vão crescer este ano, mas antevê no mobiliário algumas limitações devido às pragas que atacam o pinhal nacional.

"Acredito que as empresas ligadas à celulose aumentem as suas exportações e vão estar muito atentas em relação à inovação e ao mercado", disse à agência Lusa Carvalho Guerra. A um dia de participar no Congresso das Exportações, no painel sobre Indústria Florestal, que decorrerá na terça-feira em Santa Maria da Feira, o presidente da Forestis identificou problemas no sector e defendeu a necessidade de aumentar a eficiência na produção nas três fileiras: sobreiro, eucalipto e pinheiro.

Por um lado, identificou que não há matéria-prima suficiente no caso das papeleiras, o que obriga à importação de eucalipto, por outro, alertou para as pragas que têm atacado os sobreiros e pinheiros. "No caso do sobro, os maiores problemas são as pragas e o envelhecimento dos montados. Há que fazer todo um trabalho de aumentar a capacidade de utilização da cortiça para a rolha, mas também para outros materiais", sublinhou Carvalho Guerra.

Mas é no mobiliário, que o responsável identifica o maior problema e necessidade de aumentar a capacidade exportadora, devido à praga do nemátodo que ataca os pinheiros e, logo, à falta de matéria-prima. "Nós utilizamos imenso o pinheiro na construção civil. Mas o pinheiro vai começar a faltar se não atacarmos o problema do nemátodo com muita capacidade, o que não tem sido fácil fazer", afirmou.

O presidente da Forestis salientou a importância da floresta portuguesa - representa três por cento do Produto Interno Bruto (PIB), mais de 12 por cento do PIB Industrial e cerca de 200 mil postos de trabalho directos - defendendo mais sensibilização nas escolas e maior intervenção na limpeza.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.