Confederação do Comércio preocupada com falta de medidas

O presidente da Confederação do Comércio Português (CCP), João Vieira Lopes, lamentou hoje que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, nada tenha dito sobre o relançamento da economia para Portugal sair da crise.

"O primeiro-ministro deu a entender que manteria o rumo da política destes dois anos sem alteração. Isso preocupa-nos porque não vimos como será feito o relançamento para a saída da crise", disse à agência Lusa Vieira Lopes.

O dirigente patronal reagia assim à declaração ao país de Passos Coelho sobre a decisão do Tribunal Constitucional relativa ao Orçamento do Estado para 2013.

Vieira Lopes disse que a CCP defende que é necessário "deixar respirar a economia portuguesa", realçando que o governo deve, ao nível das instâncias internacionais, "baixar o serviço da dívida, alargando os prazos de pagamento e descendo as taxas de juro", além de ter de alterar "os objetivos para o défice orçamental".

"Em matéria de cortes na despesa, a CCP só se pronunciará à medida que essas medidas forem concretizadas", concluiu.

Pedro Passos Coelho sustentou hoje que o "chumbo" de normas orçamentais pelo Tribunal Constitucional põe em risco a renegociação dos prazos da dívida e a próxima "tranche" do empréstimo a Portugal e que é imperativo evitar um segundo resgate, garantindo ainda que a solução será cortar na despesa pública, e não aumentar impostos.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.