CGTP considera "absolutamente ridicula" verba de combate a desemprego jovem

A CGTP classificou hoje como "absolutamente ridículo" o valor disponibilizado pela União Europeia para a garantia jovem, por considerar que o problema do desemprego jovem "resolve-se pondo termo às políticas de austeridade".

"É um valor absolutamente ridículo. Seis mil milhões de euros, ou mesmo que seja oito mil milhões, para dois anos, para promover o desemprego jovem é qualquer coisa de ridículo, que visa pura e simplesmente adiantar um número, para parecer que se quer fazer alguma coisa", afirmou hoje, em declarações à Lusa, Joaquim Dionísio, da comissão executiva da Intersindical.

Os líderes europeus acordaram hoje antecipar para 2014 e 2015 a disponibilização da verba de seis mil milhões de euros, destinada à garantia jovem, inicialmente prevista para o período 2014-2020, anunciou o presidente do Conselho Europeu.

"O problema do desemprego dos jovens não tem nada que ver com o investimento de oito mil milhões de euros, ou de seis mil ou de vinte mil. O problema do desemprego dos jovens resolve-se se for posto termo às políticas de austeridade", defendeu Joaquim Dionísio.

Para o sindicalista, "se os países da União Europeia, designadamente Portugal, não começarem a crescer, se não houver crescimento económico, se as políticas de austeridade se mantiverem, se a recessão se mantiver, não há resolução dos problemas de emprego da juventude".

"Nem da juventude nem de ninguém. Tudo aquilo que a União Europeia, o Governo e o presidente da Comissão Europeia [o português José Manuel Durão Barroso] vêm ridiculamente dizer que se destina à promoção do emprego jovem é qualquer coisa que não faz rigorosamente nenhum sentido", disse.

Joaquim Dionísio diz tratar-se "pura e simplesmente de tentar atirar areia para os olhos das pessoas".

"Porque o que aquilo significa é que não se vai fazer rigorosamente nada", afirmou, acrescentando que "o que se vai continuar a fazer é mais do mesmo: manutenção das políticas de austeridade com a juventude a continuar a ficar desempregada, sem soluções e, no caso dos portugueses, a continuar a emigrar, eventualmente e cada vez mais para fora da Europa, que está num processo de recessão".

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