BCP pede 3,5 mil milhões de euros de empréstimo ao Estado

O BCP vai pedir um empréstimo de 3,5 mil milhões de euros ao Estado no âmbito do plano de recapitalização e utilizando os 12 mil milhões colocados à disposição dos bancos pela ajuda externa a Portugal.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco liderado por Nuno Amado informa que para atingir um rácio de solvabilidade de 'core tier 1' de 9 por cento até 30 de junho - conforme exigência da Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês) e do Banco de Portugal -, o BCP irá realizar um aumento de capital por novas entradas de dinheiro "destinado à subscrição pelos seus acionistas" com direito de preferência no total de 500 milhões de euros a que se juntam mais 3 mil milhões de euros subscritos pelo Estado em obrigações de conversão contingente (chamadas "coco bonds") a pagar pelo banco a cinco anos.

O aumento de capital, segundo o comunicado, será concretizado "no terceiro trimestre de 2012, para o que foi acordada desde já uma tomada firme pelo Estado a um preço de 4 cêntimos por ação".

Já a subscrição pelo Estado em obrigações de conversão contingente, no total de 3 mil milhões de euros, será concretizado até ao final deste mês.

As obrigações de conversão contingente são instrumentos totalmente reembolsáveis pelos bancos que aderem ao plano de recapitalização ao longo de um período de cinco anos e que só em certos casos, designadamente de incumprimento ou falta de pagamento, são suscetíveis de conversão em ações.

Inserido ainda dentro deste plano, o BCP vai constituir "uma provisão adicional de cerca de 450 milhões de euros para riscos associados à degradação da situação económico-financeira da Grécia".

O BCP termina o comunicado afirmando que está "confiante no sucesso do programa de recapitalização", bem como "na adesão e participação dos acionistas, a cuja aprovação o plano final será submetido em assembleia geral a realizar até ao final do corrente mês".

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