BCE enviou 5 mil milhões em camiões para Chipre

O Banco Central Europeu (BCE) enviou para Nicósia, capital de Chipre, cinco mil milhões de euros em camiões blindados para permitir que os bancos cipriotas tivessem hoje dinheiro e pudessem finalmente abrir as portas. Foi tudo feito em segredo e durante a noite passada, mas mesmo assim a operação foi noticiada pela revista alemã 'Spiegel' e os camiões fotografados pela agência Reuters. Segundo o 'El Mundo' online, trata-se do maior transporte de dinheiro desde o nascimento do euro.

As forças de segurança de Chipre, que foram posicionadas em todo o território da ilha a partir das oito horas desta manhã para evitar situações de saque ou crimes, estiveram a assegurar a escolta dos camiões que transportavam o dinheiro.

A 'Spiegel', citada esta manhã pelo site do 'El Mundo', detalha toda a operação: o BCE, com sede em Frankfurt, na Alemanha, fretou um barco com dinheiro fresco. Este atracou durante a noite passada no porto de Larnaca, na república de Chipre, tendo os cinco mil milhões de euros sido em seguida transportados pelos camiões até ás instalações do Banco Central de Chipre.

O comboio de veículos, refere o site da mesma publicação, foi acompanhado durante o percurso por um helicóptero da polícia. Trata-se, segundo o 'El Mundo' online, do maior transporte em numerário desde que a União Europeia criou o moeda única. Chipre, que entrou na UE em 2004, aderiu ao euro em 2008.

O BCE, que perante estas notícias apenas disse que não queria fazer comentários, tentou desta forma assegurar a liquidez nos bancos cipriotas, os quais estavam encerrados desde o dia 16.

Recorde-se que foi na madrugada deste dia que, em Bruxelas, o Eurogrupo aprovou um plano de resgate para a República de Chipre no valor de 10 mil milhões de euros. Ligado a esse plano estava um imposto sobre os depósitos bancários, que se tornou de imediato alvo de forte contestação, tanto em Chipre como no resto da Zona Euro. As condições foram depois alteradas pelo Governo e Parlamento cipriotas, devendo agora este imposto ser aplicado apenas aos depósitos superiores a 100 mil euros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.