Associação da GNR diz que cortes são "ataque à segurança pública"

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) considerou hoje que as medidas previstas na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014 vão promover "diretamente a degradação da segurança pública" e "o envelhecimento das instituições policiais".

"Trata-se de medidas que vão diretamente promover a degradação da segurança pública, das condições de serviço dos profissionais, o envelhecimento das instituições policiais e duros golpes na capacidade de subsistência dos profissionais da GNR", refere a APG numa nota.

Segundo a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014, entregue na terça-feira no parlamento, o orçamento para a Administração Interna é de 1.949 milhões de euros, verificando-se uma diminuição de 6,8 por cento face a 2013.

A APG adianta que esta redução acontece numa altura em que as instituições policiais "já trabalham no limite" e é a própria GNR que assume as consequências na segurança pública, devido à falta de efetivo.

A Associação dos Profissionais da Guarda contesta também os cortes nos vencimentos superiores a 600 euros, a intenção do Governo em congelar os ingressos nas forças de segurança e as passagens à reserva, medidas, que segundo a APG, vão promover "uma GNR envelhecida e menos operacional".

"Esta proposta de Orçamento demonstra uma grande falta de sentido de responsabilidade por parte de quem tem a obrigação de garantir a segurança pública dos portugueses, por descurar em absoluto os alertas cada vez mais frequentes que dão conta de uma GNR a trabalhar além do limite", sublinham.

Na nota enviada à imprensa, a APG admite avançar com formas de luta, caso as medidas propostas sejam aprovadas, tendo em conta que os militares da GNR - que são funcionários públicos, mas sem horário de serviço - estão "profundamente desmotivados e indignados, sem margem de manobra para mais cortes".

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