Apple prevê chegar aos 200 mil milhões em pagamentos aos acionistas

O gigante norte-americano da eletrónica voltou a bater as expectativas dos investidores, mas continua com as suas receitas muito dependentes das vendas do iPhone.

A Apple revelou hoje os seus resultados para o primeiro trimestre do ano, anunciando que vai distribuir mais 70 mil milhões de dólares (64,3 mil milhões de euros) aos seus acionistas. E divulgou que irá expandir o seu processo de recompra de ações e de pagamentos de dividendos até um total de 200 mil milhões de dólares (183,7 mil milhões de euros) até ao fim de março de 2017, noticia o Financial Times (FT).

Trata-se de um reforço de capitalização da empresa mais valiosa do mundo - sobe dos 130 mil milhões de dólares previstos há um ano. Uma perspetiva otimista baseada no crescimento de receita de 27% (58 mil milhões de dólares - 53,2 mil milhões de euros) que a empresa obteve nos primeiros três meses do ano (naquele que é o segundo trimestre fiscal nos EUA).

Um aumento de receita muito baseado no êxito do iPhone, cujas vendas cresceram 40% face ao trimestre anterior. Foram vendidos 61,2 milhões destes 'smartphones' em todo o mundo entre 1 de janeiro e 31 de março.

"Estamos a observar uma percentagem maior de pessoas a mudar para o iPhone do que vimos nos períodos anteriores", disse o presidente executivo da Apple, Tim Cook, em comunicado citado pelo FT.

Este responsável mostrou-se ainda otimista relativamente às vendas do novo 'gadget' da empresa da maçã, o Apple Watch.

Pior performance teve a linha de 'tablets' da marca, os iPad: as vendas ficaram abaixo das expectativas em 12,6 milhões de unidades.

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