Administrações aprovam fusão entre a Zon e a Optimus

As administrações da Zon e da Optimus anunciaram hoje que aprovaram por unanimidade o projeto de fusão das duas empresas e adiantam que a Zon passará a adotar a denominação de Zon Optimus SGPS.

Num comunicado conjunto enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), as administrações das duas operadoras de telecomunicações portuguesas adiantam que "aprovaram, na presente data e unanimemente, o projeto de fusão por incorporação da Optimus na Zon".

Segundo o projeto de fusão, "a totalidade dos elementos do ativo e do passivo da Optimus, tal como constam do respetivo balanço, são globalmente transmitidos a favor da Zon".

Esta operação baseia-se numa relação de troca que atribui à Zon um valor igual a 1,5 vezes o valor da Optimus, sendo que a Zon deverá aumentar o capital social e, em consequência, emitir e entregar aos acionistas da Optimus novas ações representativas de 40% do capital social da Zon resultante do mencionado aumento, adianta o documento.

Com esta operação, a Zon passará a adotar o nome social de "Zon Optimus SGPS ou outra qualquer que venha a ser aprovada pelo Registo Nacional de Pessoas Coletivas".

A operação fica condicionada à aprovação dos acionistas e das entidades competentes.

Tanto a Optimus como a Zon afirmam acreditar "nas enormes potencialidades e no valor acrescentado que, projetada fusão, trará ao mercado português", estimando que a quota atual resultante da união das duas operadoras será de 26% do setor das telecomunicações.

Esta operação dará lugar à "criação de um grupo de telecomunicações com dimensão relevante e com capacidade de aumentar a projeção do mercado de capitais português, com um volume de negócios combinado superior a 1,6 mil milhões de euros e uma rentabilidade operacional (EBITDA) de perto de 540 milhões de euros".

As duas operadoras consideram que há um potencial de crescimento dada a complementaridade das empresas e da convergência das infraestruturas próprias, permitindo fomentar a concorrência, criar "um operador mais sólido e mais forte, em resultado de uma operação com maior escala, com a respetiva captura de sinergias operacionais" e a "possibilidade de aumentar a exposição e o crescimento internacional".

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