Interesse nacional 'não é tido em conta' na privatização

O ex-secretário-geral da CGTP Carvalho da Silva afirmou hoje que "o interesse nacional, pura e simplesmente, não é tido em conta" no processo de privatizações, que, disse, defende "os interesses dos credores" de Portugal.

Em declarações à Lusa à margem de uma conferência sobre as privatizações, que decorreu hoje em Lisboa, Carvalho da Silva sublinhou que "o que está em causa é a visão neoliberal, numa suposta interpretação dos interesses dos credores e daqueles que andam a desenvolver processos de agiotagem sobre o país".

Para o antigo líder da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), as privatizações estão a ser feitas "a saque", uma vez que "aquilo que significam as empresas que estão a ser privatizadas, do ponto de vista de serem instrumentos para uma estratégia de desenvolvimento da sociedade portuguesa, não está a ser minimamente considerado."

Carvalho da Silva disse ainda que as privatizações não abrangem apenas as empresas públicas, mas também o Estado social.

"O ataque ao Estado social traz com ele dimensões de privatização imensas, a nível de serviços e de áreas em que o Estado é fundamental ou até a nível de infraestruturas do poder local", defendeu.

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