INE deverá confirmar contração económica de 0,7% no 1.º trimestre

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga hoje a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao primeiro trimestre, devendo confirmar a queda de 0,7% divulgada na estimativa rápida apresentada em maio, segundo os analistas contactados pela Lusa.

De acordo com a primeira estimativa do INE, a economia portuguesa caiu 0,7% no primeiro trimestre face ao trimestre anterior, embora tenha registado um crescimento homólogo de 1,2% face ao mesmo trimestre do ano passado, um desempenho pior do que os analistas previam.

Tanto o BPI como o Montepio esperam que não haja grandes oscilações em relação aos números já apresentados.

Rui Bernardes Serra, economista-chefe do Montepio, admite que sejam confirmados os valores anteriormente avançados pelo INE, mas considera que, "no caso de haver uma revisão, admite-se que o PIB possa cair menos" do que os 0,7% face ao último trimestre de 2013.

Isto porque, acrescentou o responsável, "esta descida apresentou uma dimensão inesperada" e porque "os dados entretanto conhecidos para a produção industrial foram revistos em alta, à partida mais do que compensando a revisão em baixa das vendas a retalho".

Também a economista Paula Carvalho, do BPI, disse que não é de esperar que haja "grandes oscilações" em relação aos números já conhecidos, destacando, no entanto, que "não ficaria surpreendia se houvesse uma revisão ligeira", uma vez que "a variação em cadeia foi muito significativa e deveu-se a variações do comércio internacional".

Quando foram conhecidos os números do PIB do primeiro trimestre deste ano, o Governo afirmou que vê "com tranquilidade" a queda de 0,7% neste período e face aos três meses anteriores, uma vez que se deve a fatores que não se vão prolongar no resto do ano.

"O que convém reter é a continuação do crescimento económico, e em linha com as previsões do Orçamento de Estado para 2014", afirmou Marques Guedes na altura, evidenciando que "a oscilação" registada no primeiro trimestre "se deveu a fatores conhecidos como o encerramento da refinaria da Galp ou da AutoEuropa".

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