"Importante" decidir esta semana extensão de prazos

O comissário europeu dos Assuntos Económicos defendeu hoje ser "importante" que nas reuniões dos ministros europeus das Finanças desta semana, em Dublin, sejam tomadas decisões que permitam a Portugal e à Irlanda uma saída "bem-sucedida" dos programas de resgate.

"É importante tomar decisões em Dublin [nas reuniões dos ministros das Finanças da zona euro e da União Europeia, na sexta-feira e no sábado] para apoiar uma saída bem-sucedida destes dois países [Portugal e Irlanda] dos programas" de ajustamento económico e financeiro, afirmou Olli Rehn, em resposta a uma questão colocada durante uma conferência de imprensa, em Bruxelas.

O comissário europeu apelou, assim, para que os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) e da União Europeia (Ecofin), reunidos informalmente em Dublin, acordem uma extensão dos prazos dos reembolsos dos empréstimos concedidos a Portugal e Irlanda.

Olli Rehn reiterou que, no que respeita a Portugal, a extensão das maturidades só será efetiva depois de o Governo apresentar medidas que permitam o cumprimento dos compromissos assumidos perante a 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

Estas declarações surgem um dia depois de ser conhecida uma recomendação da 'troika' em relação à extensão das maturidades de alguns dos empréstimos europeus associados ao resgate de Portugal - que propõe uma extensão de sete anos - e poucos dias após a decisão do Tribunal Constitucional, que 'chumbou' quatro normas do Orçamento do Estado para 2013.

Este 'chumbo' deixa um 'buraco' nas contas de 1.326 milhões de euros líquidos, segundo os cálculos do Ministério das Finanças.

O alargamento das maturidades dos empréstimos de Portugal e Irlanda estará em debate nas reuniões do Eurogrupo e do Ecofin, que decorrerão em Dublin e nas quais Portugal estará representado pelo ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, que aliás viaja hoje para a capital irlandesa.

Hoje, o ministro das Finanças afirmou que vai a Dublin procurar apoio oficial para o regresso pleno de Portugal ao mercado de dívida pública, acrescentando que conta, para isso, com o apoio do governador do Banco de Portugal.

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