Igreja ortodoxa considera perdidos os 100 ME depositados

O arcebispo de Chipre, Chrysostomos II, afirmou hoje que a Igreja considera perdidos os 100 milhões de euros que tem no Banco de Chipre, o primeiro do país, alvo de uma profunda reestruturação no âmbito do acordo do Eurogrupo.

Em declarações aos jornalistas, Chrysostomos reconheceu hoje que a Igreja ortodoxa de Chipre possui 100 milhões de euros depositados nessa entidade bancária, uma quantia que pessoalmente considera perdida.

Em princípio, o acordo do Eurogrupo contempla o congelamento dos depósitos superiores a 100.000 euros nesse banco, e enquanto se aguarda a sua recapitalização.

Chrysostomos lamentou o acordo e disse que implicará a perda de muitos postos de trabalho, numa alusão ao encerramento do banco Laiki.

O prelado advertiu ainda que muita gente irá necessitar de ajuda, mas manifestou otimismo perante os novos desafios.

"O nosso povo sabe desaproveitar, mas também sabe ser austero", disse.

O arcebispo ortodoxo pediu que se apurem responsabilidades e pediu o julgamento dos responsáveis pela situação em que Chipre se encontra atualmente.

Na semana passada, Chrysostomos tinha já oferecido ao Governo o contributo dos "imensos" recursos da Igreja para ajudar o país a ultrapassar a crise.

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