Hotelaria estreia-se em 2015 a crescer 13,4% estimulada por procura interna

Os proveitos da hotelaria cresceram 18,1%, para 91,4 milhões de euros, e os de aposento (resultantes apenas das dormidas) 17,9%, para 61,5 milhões de euros, com aumentos mais intensos em Lisboa.

Os hotéis portugueses receberam cerca de 789 mil hóspedes em janeiro e registaram uma subida homóloga de 13,4% nas dormidas, acentuando-se a tendência de crescimento do mercado interno, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ainda assim, os resultados (aumento de 12,8% no número de hóspedes e de 13,4% nas dormidas) ficaram ligeiramente abaixo do mês anterior (14,6% e 15,5%, respetivamente).

Os hotéis, com 19,7%, foram os principais responsáveis pelo aumento das dormidas, representando 70,2% do total, enquanto os aldeamentos turísticos e os hotéis-apartamentos tiveram uma evolução negativa.

A procura interna cresceu face a dezembro (17,8% contra 15,5%), enquanto as dormidas de não residentes (11,2%) desaceleraram face a dezembro (15,4%) e novembro (13,7%), embora tenham ficado próximas dos valores de janeiro de 2014 (11,6%).

O mercado britânico, com um crescimento de 4%, desacelerou face a todos os meses de 2014, enquanto França registou "um assinalável incremento de dormidas" (25,6%), tal como nos meses precedentes.

Destacaram-se ainda os acréscimos da Bélgica (46,3%) e de Itália (44,9%). As dormidas aumentaram em todas as regiões, sobretudo nos Açores (34,1%) e no Alentejo (25,6%), que superaram os valores de dezembro, enquanto no Algarve "foi notório o abrandamento da procura" (1,7%). Lisboa teve 31,9% das dormidas totais e cresceu 19,7%. A estada média aumentou uns ligeiros 0,5%, fixando-se em 2,49 noites.

Os proveitos da hotelaria (resultantes de toda a atividade dos alojamentos turísticos) cresceram 18,1%, para 91,4 milhões de euros, e os de aposento (resultantes apenas das dormidas) 17,9%, para 61,5 milhões de euros, sendo os aumentos mais intensos em Lisboa.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) aumentou 13,1% (14,4% em dezembro) para os 16,6 euros, sendo Lisboa a região que apresentou o RevPAR mais elevado (28,5 euros, correspondente a um acréscimo de 21,2%).