Hipermercados desconvocam greve para a Páscoa

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio (CESP) adiou hoje a greve dos trabalhadores dos hipermercados prevista para a Páscoa, por considerar que a reunião de hoje com o patronato (APED) abriu portas para uma actualização dos salários.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal considerou "positiva" a primeira reunião de conciliação sobre o Acordo de Empresa que teve hoje com a APED - Associação Portuguesa de Empresas de Distribuições, que representa trabalhadores da Sonae e Jerónimo Martins - que ocupam respectivamente a presidência e a vice presidência da associação - e também da Auchan, Corte Inglés, AKI, entre outros. "Esta reunião de conciliação abriu porta à negociação da actualização dos salários contratuais e à revisão do contrato colectivo de trabalho, uma vez que ambas as partes se comprometeram a auscultar os seus representados sobre cedências de negociação", disse à Lusa Elizabete Santos daquele sindicato.

Face aos bons resultados da reunião, o sindicato decidiu adiar, pelo menos até 13 de maio, data de nova reunião de conciliação, as formas de luta decididas em Fevereiro passado no encontro nacional de delegados e dirigentes da grande distribuição. "Estando agendado o prosseguimento das negociações, previamente preparadas, não se justifica, para já, concretizar as formas de luta anunciadas de greve no período da Páscoa e concentrações frente às sedes das empresas que ocupam a presidência e vice presidências da APED", afirma o sindicato em comunicado hoje divulgado.

O sindicato, naquele documento, refere ainda que a reunião de conciliação hoje, realizada no Ministério do Trabalho em Lisboa, abriu a perspectiva de actualização, não só dos salários contratuais, mas também da revisão do contrato colectivo de trabalho que regulamenta as relações de trabalho dos trabalhadores das empresas da grande distribuição. Em causa esta a intenção das empresas da grande distribuição de aumentar e flexibilizar os horários de trabalho e manter os salários. Contactada pela Lusa, a APED ainda não respondeu.

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