Grécia deverá abrandar recessão em 2014 e retomar crescimento em 2015

A economia da Grécia deverá abrandar o ritmo de contração em 2014, para - 0,4%, retomando o crescimento em 2015, ainda que o elevado desemprego e a consolidação orçamental continuem a condicionar a evolução económica.

Este é o quadro central das previsões económicas divulgadas hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que insiste na necessidade de continuar a consolidação fiscal -- devido aos elevados níveis de dívida -- e a reforma e recapitalização do setor financeiro.

O relatório da OCDE melhora as previsões para os próximos anos, prevendo uma recessão de 0,4% em 2014 (em maio previa -1,2%) e um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% em 2015, neste caso, duas décimas acima da média prevista na zona euro.

A economia grega, considera a organização, deve continuar a direcionar-se para o mercado exportador e procurar criar um sistema tributário "mais eficiente" e mais eficaz tanto para o crescimento económico como para a inclusão social.

Tal como ocorreu com recentes análises da Comissão Europeia, a OCDE também destaca o contributo dado pelo setor do turismo para desacelerar a queda da economia, mas alerta para a pressão que a contração salarial e o 'credit crunch' [restrições no crédito] estão a ter na procura interna.

Sobre o mercado de trabalho, a OCDE estima que o desemprego atinja o recorde de 27,2% este ano, ainda que se comece a ver "sinais de alguma estabilização". Motivo pelo qual a OCDE prevê uma ligeira queda para 27,1% no próximo ano e para 26,6% em 2015.

No cômputo geral, o relatório reflete alguma melhoria na economia grega, pelo menos quando comparado com a análise de primavera da OCDE, de maio último.

Na altura, a organização destacava o ajuste orçamental, a redução dos salários e a fraqueza das exportações como elementos que estavam a aprofundar a recessão na Grécia, com os níveis históricos do desemprego a aumentarem as tensões sociais.

A OCDE antecipa agora que se mantenha a correção do défice das contas públicas, que já caiu de 9% em 2012 para 2,4% este ano, baixando novamente para 2,2% em 2014 e para 1,4% em 2015.

Uma redução que não se reflete na dívida pública que continuará a crescer: de 176,6% do PIB em 2013, para 181,3% no próximo ano e 183,0% em 2015, segundo a ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas.

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