Governo quer bancos a baixar 'spreads' às PME

O Governo anunciou hoje que quer negociar com os bancos a diminuição dos 'spreads' pagos pelas Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas com o objetivo de apoiar as entidades no crescimento económico e criação de emprego.

Os referidos 'spreads' [margem de lucro dos bancos], disse o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, "ainda são bastante elevados em relação a outros países", e devem baixar com vista a "melhorar as condições de financiamento atuais e a médio prazo" das empresas nacionais.

O governante falava no final de um Conselho de Ministros extraordinário dedicado ao crescimento económico e ao emprego em Portugal num prazo até 2020 e onde foi apresentada a 'Estratégia para o crescimento, emprego e fomento industrial 2013-2020'.

Ainda no que refere às PME, o Executivo pretende lançar a linha PME Exportações, "que visa colmatar um dos problemas" das entidades, que "não têm conseguido crédito necessário" para comprar por exemplo matérias-primas.

Este semestre será lançada uma linha no valor 500 milhões de euros, "que poderá subir até 1.000 milhões de euros", precisou o ministro.

Já no que refere ao papel da Caixa Geral de Depósitos (CGD), esta "deve liderar a concessão de crédito à economia, às PME".

"Por isso mesmo, o Estado, como acionista da CGD, irá ter uma 'Carta de Missão', por forma a que o financiamento da CGD seja virado cada vez mais para as nossas PME. Iremos também dar instruções para que a CGD liberte já este ano mais de 1.000 milhões de euros para o financiamento à economia e para o próximo ano, 2014, mais de 2,5 mil milhões de euros para o financiamento dessa mesma economia", disse Álvaro Santos Pereira.

Em paralelo, será criada também uma "instituição financeira especializada" para relançar a economia, entidade "grossista, sem balcões", declarou o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, na apresentação do documento que será agora enviado aos parceiros sociais e restantes partidos políticos.

O Governo quer também que as exportações portuguesas representem em 2020 um total de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, por comparação com os 29% apontados pelo executivo no período ente 2000 e 2010.

Uma das medidas avançadas nesse sentido é a redução em 50% das atividades portuárias, "por forma a baixar o custo" das exportações portuguesas.

"Temos várias medidas para fomentar, promover a diplomacia económica, que visam melhorar a articulação entre as várias atividades. (...) Temos vários incentivos ao nível financeiro e fiscal também para conseguirmos aumentar essa mesma internacionalização", declarou o ministro da Economia.

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