Governo grego aprova o plano de austeridade

O Governo de coligação grego aprovou esta madrugada o plano de austeridade exigido pela UE e pelo FMI para desbloquear uma nova ajuda que permitirá a Atenas evitar um 'default' de pagamentos em março, um mês antes das eleições, anunciou a agência noticiosa grega ANA.

O Executivo aprovou o plano por unanimidade as novas medidas de austeridade, sobre as quais o Parlamento deverá votar domingo, antecipando a abertura dos mercados no dia seguinte.

O acordo com a troika UE-FMI-BCE implica duras medidas de austeridade em troca de um novo empréstimo de 130 mil milhões de euros e um perdão de dívida no valor de cem mil milhões.

O acordo é contestado por uma boa parte da população, tendo havido confrontos em frente ao Parlamento de Atenas durante o primeiro de dois dias de greve geral convocada pelos sindicatos, tanto do setor público como privado.

No interior dos partidos da coligação governamental também há discórdia, com cinco membros do Governo de unidade nacional, incluindo um ministro, a demitirem-se já depois de o vice-ministro do Trabalho, Yannis Kutsukos, o ter feito na véspera. Trata-se de quatro membros do partido de extrema-direita LAOS e de um do partido socialista Pasok.

Várias dezenas de deputados do Pasok e dos conservadores da Nova Democracia, adianta a agência Efe, tencionam votar contra este domingo, mas mesmo assim o Governo de coligação liderado por Lukas Papademos conta com o apoio de cerca de 200 dos 300 deputados que tem o Parlamento da Grécia.

Entre as medidas exigidas pela troika em troca desta nova ajuda contam-se a redução de salários e de pensões.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG