Governo de Rajoy admite que não baixará desemprego

Quando chegou ao poder, depois de eleito a 20 de novembro de 2011, o Governo do Partido Popular, liderado por Mariano Rajoy, encontrou Espanha com uma taxa de desemprego que era da ordem dos 22,8%. Agora admite uma taxa de 27,1% para este ano, de 26,7% para 2014 e de 25,8% para 2015. Ou seja, o Executivo de centro-direita admite que, até ao final da legislatura, o desemprego não baixará, constata o 'site' do jornal espanhol 'El Mundo'.

Num novo plano para 2013-2016, que será enviado para Brxuelas, o Governo eleva o seu objetivo do défice para 6,3% do PIB este ano, adiando para 2016 o ano em que prevê que este fique abaixo dos 3%. O mesmo plano prevê o regresso à estrada do crescimento em 2014.

O aumento do IRPF (IRS espanhol), que deveria ser temporário, vai manter-se ainda durante o próximo ano de 2014.

Estes anúncios foram feitos a seguir a um Conselho de Ministros, pela vice-primeira-ministra Soraya Sáenz de Santamaria, o ministro das Finanças, Luis de Guindos, e o ministro do Orçamento, Cristobal Montoro. O primeiro-ministro Mariano Rajoy indicou que irá explicar estes dados no Parlamento.

Entretanto, em Lisboa, onde participou numa encontro de socialistas europeus, o líder da oposição, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse, citado pela Lusa: "Os números do desemprego são pavorosos, estamos a falar de seis milhões e 200 mil espanhóis que não têm trabalho, dois milhões de espanhóis que já não têm nenhum recurso para subsistir, portanto estamos numa situação dramática. "Digo a Rajoy que se a sua proposta para fazer frente aos números pavorosos do desemprego é mais cortes, menos direitos e mais sofrimento, está profundamente enganado"

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